5 peptídeos do eixo GH: onde cada um entra na cascata
GH recombinante, tesamorelina, CJC-1295, ipamorelina e MK-677. Cinco moléculas que ativam o eixo somatotrópico em pontos diferentes — receptor de GH, GHRH-R ou GHSR-1a. Catálogo com RCT pivotal e status ANVISA.
Por Amanda Matsuda · ·
Quick answer
Cinco moléculas ativam o eixo somatotrópico (hipotálamo → GHRH → hipófise → GH → fígado → IGF-1) em pontos diferentes da cascata. GH recombinante (somatropina) atua diretamente no receptor de GH, ignorando o controle hipofisário. Tesamorelina e CJC-1295 são análogos de GHRH — atuam no receptor GHRH-R hipofisário. Ipamorelina e MK-677 atuam no receptor GHSR-1a (mesmo receptor da grelina). Apenas somatropina tem aprovação ANVISA robusta; tesamorelina tem FDA mas não ANVISA; as outras três não têm aprovação em qualquer agência. Todas estão proibidas pela WADA.
O comparativo
A síntese vem de RCT publicado em revista indexada e da WADA Prohibited List 2026. Ordem por ponto de ação na cascata, do mais distal (receptor de GH) para o mais proximal (receptor de grelina hipofisário).
| # | Molécula | Classe / receptor | Via / dose | RCT pivotal (n) | Indicação aprovada | Status WADA | |---|---|---|---|---|---|---| | 1 | GH recombinante (somatropina) | Hormônio idêntico ao endógeno / GH-R direto | SC diária — variável por indicação | Múltiplos RCTs em GHD adulto e criança | Déficit de GH (adulto e criança), Turner, Prader-Willi, baixa estatura idiopática (em algumas agências) | S2.1 — proibida | | 2 | Tesamorelina (Egrifta SV) | Análogo GHRH 1-44 / GHRH-R hipofisário | SC diária — 2 mg | Falutz 2007 fase 3 (n=412) | Lipodistrofia HIV (FDA 2010); sem ANVISA | S2.2.4 — proibida | | 3 | CJC-1295 (com DAC) | Análogo GHRH 1-29 com cauda albumin-binding / GHRH-R | SC semanal (DAC) ou diária (sem DAC) | Teichman 2006 fase 1 (n=43) | Sem aprovação | S2.2.4 — proibida | | 4 | Ipamorelina | Pentapeptídeo GHRP / GHSR-1a (receptor de grelina) | SC 2-3x/dia | Raun 1998 caracterização original | Sem aprovação | S2.2.3 — proibida | | 5 | MK-677 (ibutamoreno) | Espiropiperidina não-peptídica / GHSR-1a | Oral — 25 mg/dia em ensaios | Adunsky 2011 fase IIb (n=123, interrompido) | Sem aprovação | S2.2.3 — proibida |
Notas de leitura: a tabela combina pontos de ação muito diferentes na mesma cascata. Não é catálogo de eficácia — é catálogo de mecanismo. As implicações fisiológicas (preservação ou supressão do eixo endógeno, pulsatilidade fisiológica vs sustentada) e regulatórias (aprovação ANVISA vs sem registro vs proibição WADA) variam substancialmente entre as cinco.
1. GH recombinante (somatropina)
A referência clássica do eixo somatotrópico em terapia de reposição. Somatropina é hormônio do crescimento humano recombinante de 191 aminoácidos, idêntico em sequência ao GH endógeno produzido pelos somatotrofos hipofisários. Atua diretamente sobre o receptor de GH (GH-R) em tecidos periféricos — fígado, músculo, osso, tecido adiposo — produzindo IGF-1 hepático, lipólise, retenção de nitrogênio e crescimento linear em crianças.
A diretriz padrão de referência é Molitch et al. 2011 (Endocrine Society Clinical Practice Guideline, J Clin Endocrinol Metab; DOI 10.1210/jc.2011-0179) para evaluation and treatment of adult growth hormone deficiency. (PMID exato não foi confirmado em busca direta para este draft — referência canônica em endocrinologia.) Indicações ANVISA registradas no Brasil cobrem somatotropina recombinante (várias marcas) para déficit de GH em adultos e crianças, síndrome de Turner, Prader-Willi e algumas indicações pediátricas adicionais.
Importante — uso fora de indicação aprovada ("anti-aging", performance esportiva, composição corporal em adultos saudáveis sem déficit de GH documentado) não tem evidência equivalente e está fora do escopo de qualquer aprovação regulatória.
2. Tesamorelina (Egrifta SV)
Análogo sintético de GHRH 1-44 com modificação trans-3-hexenoil na extremidade N-terminal — modificação que aumenta resistência à degradação por DPP-IV e meia-vida para aproximadamente 38 minutos. Atua como agonista do receptor GHRH-R hipofisário, estimulando secreção pulsátil de GH endógeno. Diferentemente de variantes com DAC, mantém o perfil pulsátil fisiológico da liberação de GH.
Falutz 2007 (PMID 18057338, NEJM, n=412, RCT fase 3, 26 semanas) é o pivotal. Tesamorelina 2 mg/dia SC em pessoas com lipodistrofia associada ao HIV reduziu seletivamente gordura visceral abdominal por TC. Pooled analysis de 2 RCTs fase 3 (Falutz 2010, PMID 20554713, n=806) sustenta a aprovação FDA de 2010 para a indicação específica. Não tem registro ANVISA em 2026 — uso no Brasil é off-label sob responsabilidade do prescritor, com importação pessoal sob receita.
Para a ficha completa, ver /peptideos/tesamorelina.
3. CJC-1295
Análogo sintético de GHRH 1-29 com 4 substituições de aminoácidos para resistência à degradação por DPP-IV. A variante com DAC (Drug Affinity Complex) carrega grupo maleimidopropionil que forma ligação covalente com cisteína 34 da albumina sérica, prolongando meia-vida de minutos para 5,8-8,1 dias e produzindo elevação sustentada de GH e IGF-1 — perfil diferente da liberação pulsátil fisiológica.
Teichman 2006 (PMID 16352683, JCEM, RCT fase 1 dose-escalation, n=43 adultos saudáveis) é o seminal e estabeleceu o perfil farmacocinético da variante com DAC. GH aumentou 2-10x por mais de 6 dias após dose única; IGF-1 aumentou 1,5-3x por 9-11 dias. Não há ensaio fase 3 publicado em qualquer indicação. Sem aprovação regulatória em qualquer agência. WADA proibe na S2.2.4 (fatores liberadores de GH).
Para a ficha completa, ver /peptideos/cjc-1295.
4. Ipamorelina
Pentapeptídeo sintético — Aib-His-D-2-Nal-D-Phe-Lys-NH2. Atua como agonista seletivo do receptor de secretagogos de GH (GHSR-1a, mesmo receptor da grelina endógena). Raun 1998 (PMID 9849822, European Journal of Endocrinology) caracterizou ipamorelina como o primeiro GHRP-receptor agonista com seletividade de liberação de GH — em doses terapêuticas, não eleva ACTH/cortisol/prolactina como GHRP-6 e hexarelina fazem. Essa seletividade é vantagem mecanística clara.
Mas em 2026, a base de evidência clínica humana é limitada. O programa clínico humano da Novo Nordisk em adultos com déficit de GH não avançou para fase 3 publicada e foi descontinuado. Não há RCT fase 3 indexado de ipamorelina em qualquer indicação. Sem aprovação regulatória em qualquer agência. WADA proibe na S2.2.3 (secretagogos de GH/miméticos de grelina). Em uso off-label, frequentemente combinada com CJC-1295 em protocolos comerciais — combinação cuja fisiologia (estímulo simultâneo de GHRH-R e GHSR-1a) tem racional pré-clínico mas sem RCT humano confirmatório.
Para a ficha completa, ver /peptideos/ipamorelina.
5. MK-677 (ibutamoreno)
Não é peptídeo — é molécula espiropiperidina não-peptídica sintetizada pela Merck nos anos 1990. Entra no catálogo do eixo GH porque agoniza o mesmo receptor dos GHRPs (GHSR-1a). A diferença estrutural permite atividade oral: meia-vida 4-6 horas, biodisponibilidade que cobre o ciclo circadiano de pulsos de GH com dose única diária.
Adunsky 2011 (PMID 21067829, Archives of Gerontology and Geriatrics, n=123, RCT fase IIb multicêntrico) é o ensaio mais relevante para discussão de uso fora de pesquisa. Testou MK-677 25 mg/dia em idosos pós-fratura de quadril. Foi interrompido precocemente pelo patrocinador Merck após sinal de insuficiência cardíaca congestiva no braço ativo. Os autores concluíram que MK-0677 "tem perfil de segurança desfavorável nessa população".
Nass 2008 (PMID 18981485, Annals of Internal Medicine, n=65 adultos saudáveis 60-81 anos, RCT 2 anos) reportou ganho de massa magra de 1,1 kg vs placebo em 12 meses, com elevação de glicemia em jejum (5 mg/dL), redução de sensibilidade insulínica e elevação de cortisol — e o aumento de massa magra não se traduziu em ganho de força ou função.
Em 2026, MK-677 não tem registro comercial em nenhuma agência regulatória do mundo. WADA proibe na S2.2.3. Para a ficha completa, ver /peptideos/mk-677.
Critérios usados nesta lista
Para entrar nesta lista, a molécula precisa atender a três critérios:
- Ativação do eixo somatotrópico em ponto identificável da cascata. GH-R direto (somatropina), GHRH-R hipofisário (tesamorelina, CJC-1295) ou GHSR-1a/receptor de grelina (ipamorelina, MK-677). Moléculas que afetam o eixo de forma indireta (insulina, IGF-1 exógeno) não entram.
- Visibilidade clínica e comercial substancial. As cinco aparecem com frequência em discussão clínica, off-label ou em catálogos de research peptides — perfil que justifica catálogo descritivo público.
- Pelo menos um ensaio em humano publicado em PubMed. O critério mínimo é evidência clínica humana indexada, ainda que limitada em fase ou n.
A lista é catálogo descritivo, não ranking de eficácia ou de segurança. As cinco moléculas têm pontos de ação diferentes, perfis regulatórios diferentes e bases de evidência muito heterogêneas — comparação direta entre elas não é apropriada.
O que NÃO está nesta lista
Algumas categorias adjacentes ou ausências relevantes:
- Sermorelina (GHRH 1-29 sem modificação). É o análogo de GHRH original, com meia-vida muito curta (≈11-12 minutos). Foi registrada em algumas agências para diagnóstico de déficit de GH e brevemente para tratamento; descontinuada comercialmente em vários mercados. Mecanisticamente equivalente à ponta proximal de tesamorelina e CJC-1295.
- GHRP-2 e GHRP-6. Pentapeptídeos GHRPs anteriores à ipamorelina, com seletividade GHSR-1a menor — elevam cortisol e prolactina em doses terapêuticas. Predecessores históricos sem aprovação regulatória robusta.
- Hexarelina. Hexapeptídeo GHRP, predecessor da ipamorelina, com perfil semelhante a GHRP-2/6.
- IGF-1 recombinante (mecasermina). Atua a jusante de GH, no receptor de IGF-1. Tem aprovação para insensibilidade primária a GH grave (síndrome de Laron). Categoria distinta — efetor terminal do eixo, não estimulador.
- Pralmorelina (GHRP-2). Usada como teste diagnóstico de função somatotrópica em algumas agências. Não tem indicação terapêutica aprovada.
Optamos por concentrar este listicle nas cinco moléculas com maior frequência em discussão clínica brasileira em 2026 — somatropina como referência aprovada, tesamorelina como única da classe GHRH com FDA, e CJC-1295/ipamorelina/MK-677 como as três mais frequentes em catálogos de manipulação e em uso off-label.
Por que essa lista importa
O eixo GH é uma das cascatas mais complexas em endocrinologia, com regulação em múltiplos níveis — hipotálamo (GHRH e somatostatina), hipófise (somatotrofos), fígado (IGF-1) e tecidos periféricos. Catálogos comerciais e fóruns frequentemente apresentam essas moléculas como intercambiáveis ("estimuladores de GH") sem distinguir o ponto de ação.
A distinção é essencial. Somatropina ignora o controle hipofisário — atua direto no receptor de GH. Análogos de GHRH (tesamorelina, CJC-1295) preservam o eixo, mas a variante DAC do CJC-1295 produz elevação sustentada e não pulsátil de GH, perfil não fisiológico. Secretagogos do receptor de grelina (ipamorelina, MK-677) ativam via complementar à GHRH e adicionam efeitos sobre apetite, retenção hídrica e (em MK-677) glicemia, sensibilidade insulínica e cortisol.
Cada ponto de ação tem implicação distinta para fisiologia, perfil de eventos adversos e status regulatório. Apenas somatropina tem base de evidência fase 3 multicêntrica robusta para indicações específicas. Tesamorelina tem fase 3 para lipodistrofia HIV. CJC-1295, ipamorelina e MK-677 têm bases mais limitadas — fase 1 (CJC-1295), caracterização farmacológica original sem fase 3 (ipamorelina), fase IIb interrompida por sinal de segurança (MK-677).
Todas as cinco estão proibidas pela WADA, em e fora de competição. Atletas registrados em federação que segue padrão WADA estão sujeitos a sanção por uso fora de TUE aprovado.
A pephealth não recomenda nem desaconselha qualquer dessas moléculas. A função deste catálogo é descrever, com transparência sobre o que existe na literatura indexada, na regulação ANVISA e na lista WADA de 2026: cinco peptídeos do eixo GH com pontos de ação diferentes, status regulatórios diferentes e bases de evidência clínica muito heterogêneas — para que decisões clínicas e discussões off-label sejam tomadas a partir de evidência real, não de marketing ou de simplificações.
Para o panorama integrado do eixo GH e suas conexões com saúde metabólica, ver /guias/guia-eixo-gh. Para entender por que algumas evidências valem mais que outras em medicina, ver /guias/entenda-hierarquia-evidencia.
Perguntas frequentes
- O que diferencia GH recombinante de tesamorelina, CJC-1295, ipamorelina e MK-677?
- Ponto de ação na cascata. GH recombinante (somatropina) substitui hormônio do crescimento exógeno — atua diretamente sobre receptor de GH em fígado, músculo, osso e tecido adiposo, ignorando o controle hipofisário. Tesamorelina e CJC-1295 são análogos de GHRH — atuam no receptor GHRH-R hipofisário, estimulando secreção endógena de GH pelos somatotrofos. Ipamorelina e MK-677 atuam no receptor GHSR-1a (mesmo receptor da grelina), estimulando secreção endógena de GH por via complementar à GHRH. Cada ponto de ação tem implicações distintas para fisiologia (preservação ou supressão do eixo endógeno), perfil de efeitos adversos e status regulatório.
- Qual peptídeo do eixo GH tem aprovação regulatória robusta?
- Somatropina (GH recombinante) tem aprovação ANVISA, FDA, EMA e equivalentes para indicações específicas — déficit de GH em adultos e crianças, baixa estatura idiopática (em algumas agências), síndrome de Turner, Prader-Willi, lipodistrofia HIV (em algumas formulações). Tesamorelina (Egrifta SV) tem aprovação FDA desde 2010 para lipodistrofia associada ao HIV; sem registro ANVISA em 2026. CJC-1295, ipamorelina e MK-677 não têm aprovação em qualquer agência regulatória do mundo. Para discussão detalhada do status manipulação/importação, ver [/guias/anvisa-peptideos-panorama](/guias/anvisa-peptideos-panorama).
- Esses peptídeos são proibidos pela WADA?
- Sim, todos os cinco — em e fora de competição. WADA Prohibited List 2026: S2.1 cobre GH e seus análogos (somatropina, somatrem); S2.2.4 cobre fatores liberadores de GH (CJC-1295, sermorelina, tesamorelina, GHRH e seus análogos); S2.2.3 cobre secretagogos de GH/miméticos de grelina (ipamorelina, GHRP-1/2/4/5/6, hexarelina, alexamorelin e MK-677/ibutamoreno). Atletas registrados em federação que segue padrão WADA estão sujeitos a sanção por uso fora de protocolo de TUE (Therapeutic Use Exemption) aprovado.
- Por que ipamorelina é considerada 'mais limpa' que outros GHRPs?
- Pela seletividade do agonismo no receptor GHSR-1a. Raun 1998 (PMID 9849822) caracterizou ipamorelina como o primeiro GHRP-receptor agonista com seletividade de liberação de GH — em doses terapêuticas, não eleva ACTH/cortisol/prolactina como GHRP-6 e hexarelina fazem. Essa seletividade é vantagem mecanística sobre outros GHRPs, mas não traduz em base de evidência clínica humana robusta — o programa clínico em humanos pela Novo Nordisk foi limitado e descontinuado, e em 2026 não há RCT fase 3 publicado de ipamorelina em qualquer indicação.
- Por que o ensaio fase IIb de MK-677 foi interrompido?
- Sinal de insuficiência cardíaca congestiva. Adunsky 2011 (PMID 21067829, Archives of Gerontology and Geriatrics, n=123) testou MK-677 25 mg/dia em idosos pós-fratura de quadril. O ensaio foi interrompido precocemente pelo patrocinador Merck após sinal de IC no braço ativo. Os autores concluíram que MK-0677 'tem perfil de segurança desfavorável nessa população'. O programa clínico de Merck para MK-677 não avançou para fase 3 publicada em medicina geriátrica. Achado central para qualquer discussão sobre uso prolongado fora de pesquisa, especialmente em idosos.
Estudos citados
Prolonged stimulation of growth hormone (GH) and insulin-like growth factor I secretion by CJC-1295, a long-acting analog of GH-releasing hormone, in healthy adults
Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism · Teichman SL, Neale A, Lawrence B, Gagnon C, Castaigne JP, Frohman LA · 2006
Estudo seminal estabelecendo perfil farmacocinético da variante com DAC. GH aumentou 2-10x por mais de 6 dias; IGF-1 aumentou 1,5-3x por 9-11 dias. Meia-vida estimada 5,8-8,1 dias. Amostra pequena de adultos saudáveis, sem dados em populações clínicas.
Metabolic effects of a growth hormone-releasing factor in patients with HIV
New England Journal of Medicine · Falutz J, Allas S, Blot K, Frohman L, Kotler D, Mamputu JC, Potvin D, Russell-Jones D, Smith R, Tchekmedyian S, Bedimo R, Grinspoon S · 2007
Primeiro pivotal de fase 3 da tesamorelina em lipodistrofia associada ao HIV. Demonstrou redução seletiva de gordura visceral. Base do registro FDA 2010 de Egrifta® para essa indicação específica.
MK-0677 (ibutamoren mesylate) for the treatment of patients recovering from hip fracture: a multicenter, randomized, placebo-controlled phase IIb study
Archives of Gerontology and Geriatrics · Adunsky A, Chandler J, Heyden N, Lutkiewicz J, Scott BB, Berd Y, Liu N, Papanicolaou DA · 2011
Ensaio interrompido precocemente pelo patrocinador (Merck). Sinal de insuficiência cardíaca congestiva no braço ativo (25 mg/dia) levou à descontinuação do desenvolvimento clínico para essa população. Achado central para discussão sobre uso fora de pesquisa.
Effects of an oral ghrelin mimetic on body composition and clinical outcomes in healthy older adults: a randomized trial
Annals of Internal Medicine · Nass R, Pezzoli SS, Oliveri MC, Patrie JT, Harrell FE Jr, Clasey JL, Heymsfield SB, Bach MA, Vance ML, Thorner MO · 2008
Adultos saudáveis 60-81 anos. GH e IGF-1 voltaram ao patamar de adultos jovens. Massa magra subiu 1,1 kg vs placebo. Glicemia jejum subiu 5 mg/dL. Aumento de massa magra não se traduziu em ganho de força ou função.
Ipamorelin, the first selective growth hormone secretagogue
European Journal of Endocrinology · Raun K, Hansen BS, Johansen NL, Thøgersen H, Madsen K, Ankersen M, Andersen PH · 1998
Caracterização original da Novo Nordisk como o primeiro GHRP receptor-agonista com seletividade de liberação de GH, sem aumento clinicamente relevante de ACTH/cortisol em doses terapêuticas. Base mecanística histórica. Programa clínico humano subsequente em adultos com déficit de GH foi limitado e descontinuado pela Novo Nordisk.
WADA Prohibited List 2026 — Section S2 (Peptide Hormones, Growth Factors, Related Substances and Mimetics)
WADA · World Anti-Doping Agency · 2026
S2.1 cobre GH e seus análogos (somatropina, somatrem). S2.2.4 cobre fatores liberadores de GH (CJC-1295, sermorelina, tesamorelina, GHRH e seus análogos). S2.2.3 cobre secretagogos de GH (GHS) — ghrelina e seus miméticos, incluindo ipamorelina, GHRP-1/2/4/5/6, hexarelina, alexamorelin e MK-677 (ibutamoreno). Proibição em e fora de competição.
Endocrine Society Clinical Practice Guideline — Evaluation and Treatment of Adult Growth Hormone Deficiency
Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism · Molitch ME, Clemmons DR, Malozowski S, Merriam GR, Vance ML · 2011
Diretriz da Endocrine Society para terapia de reposição com GH recombinante (somatropina) em adultos com déficit confirmado pelo eixo somatotrópico. PMID exato não foi confirmado em busca direta para este draft — DOI 10.1210/jc.2011-0179 referenciado em literatura de endocrinologia. É a diretriz padrão de referência para a indicação clássica de GH recombinante em adultos.