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ExplicaçãoCiência básica

Hierarquia de evidência, sem jargão

Meta-análise, ensaio clínico, estudo animal, in vitro — o que cada um diz e o que não diz.

Por Amanda Matsuda · ·

A escada, de cima para baixo

No topo: meta-análises de ensaios clínicos randomizados. Abaixo: ensaios individuais bem desenhados. Depois: estudos observacionais de grande porte. Na base: estudos animais e in vitro — interessantes como pista, insuficientes como conclusão.

Por que importa

Quando um fabricante, influencer ou farmacêutica cita 'estudos mostram', cabe a pergunta: qual nível? Claim quantitativo sobre humano baseado só em rato é inferência, não evidência.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre ensaio clínico e observacional?
No ensaio clínico, o pesquisador atribui o tratamento (randomização). No observacional, ele apenas observa o que aconteceu com quem escolheu usar. Causa vs correlação.
Meta-análise é sempre confiável?
Não. Meta-análise é tão boa quanto os estudos que entraram nela. Garbage in, garbage out.
Estudo em rato vale alguma coisa?
Vale como hipótese e modelo mecânico. Não vale como prescrição em humanos. Muita coisa 'funcionou em rato' sumiu na transição para clínica.
E testemunho pessoal?
Interessante, frágil. Efeito placebo, viés de memória e auto-seleção contaminam relatos pessoais. Útil para gerar pergunta; ruim como resposta.
Como saber se um estudo foi bem desenhado?
Procure: randomização, cegamento, tamanho amostral justificado, desfechos definidos antes, registro prévio (clinicaltrials.gov). Se faltar muita coisa, desconfie.
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