Hierarquia de evidência, sem jargão
Meta-análise, ensaio clínico, estudo animal, in vitro — o que cada um diz e o que não diz.

A escada, de cima para baixo
No topo: meta-análises de ensaios clínicos randomizados. Abaixo: ensaios individuais bem desenhados. Depois: estudos observacionais de grande porte. Na base: estudos animais e in vitro — interessantes como pista, insuficientes como conclusão.
Por que importa
Quando um fabricante, influencer ou farmacêutica cita 'estudos mostram', cabe a pergunta: qual nível? Claim quantitativo sobre humano baseado só em rato é inferência, não evidência.
Perguntas frequentes
- Qual a diferença entre ensaio clínico e observacional? +
- No ensaio clínico, o pesquisador atribui o tratamento (randomização). No observacional, ele apenas observa o que aconteceu com quem escolheu usar. Causa vs correlação.
- Meta-análise é sempre confiável? +
- Não. Meta-análise é tão boa quanto os estudos que entraram nela. Garbage in, garbage out.
- Estudo em rato vale alguma coisa? +
- Vale como hipótese e modelo mecânico. Não vale como prescrição em humanos. Muita coisa 'funcionou em rato' sumiu na transição para clínica.
- E testemunho pessoal? +
- Interessante, frágil. Efeito placebo, viés de memória e auto-seleção contaminam relatos pessoais. Útil para gerar pergunta; ruim como resposta.
- Como saber se um estudo foi bem desenhado? +
- Procure: randomização, cegamento, tamanho amostral justificado, desfechos definidos antes, registro prévio (clinicaltrials.gov). Se faltar muita coisa, desconfie.
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