MK-677 (ibutamoren): o que é e para que serve
MK-677 (ibutamoreno) é um secretagogo de GH oral: mimetiza a grelina no receptor GHSR-1a e eleva GH e IGF-1. O que a evidência mostra, por que causa retenção hídrica e qual o status regulatório.
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MK-677 (ibutamoreno) é um secretagogo de GH oral: mimetiza a grelina no receptor GHSR-1a e eleva GH e IGF-1. O que a evidência mostra, por que causa retenção hídrica e qual o status regulatório.
O ensaio de fase 2 da retatrutida (Jastreboff 2023, NEJM, n=338): −24,2% de perda na dose de 12 mg vs −2,1% no placebo em 48 semanas — a maior da classe. Mas é fase 2; a confirmação depende da fase 3.
O SURPASS-1 (Rosenstock 2021, Lancet, n=478) testou tirzepatida em monoterapia — sem outro antidiabético — em diabetes tipo 2: HbA1c caiu até −2,07% vs +0,04% no placebo em 40 semanas, com 7 a 9,5 kg de perda.
GHK-Cu é um tripeptídeo de cobre natural do corpo, usado em cosméticos de pele e cabelo. A evidência com peso está no uso tópico; o sistêmico ou injetável não tem respaldo clínico.
O SURPASS-2 (Frías 2021, NEJM, n=1879) comparou tirzepatida com semaglutida 1 mg em diabetes tipo 2: HbA1c −2,30% (15 mg) vs −1,86%, e peso até −5,5 kg a mais. O raro confronto direto entre as duas moléculas.
TB-500 é um fragmento sintético da timosina β4, ligado a migração celular e reparo tecidual. A evidência é sobretudo pré-clínica: não há ensaio randomizado em humanos que sustente as indicações que circulam.
O SURMOUNT-2 (Garvey 2023, Lancet, n=938) testou tirzepatida em obesidade COM diabetes tipo 2: −12,8% (10 mg) e −14,7% (15 mg) vs −3,2% placebo em 72 semanas. Menos que o SURMOUNT-1 (sem DM2, até −20,9%).
BPC-157 é um peptídeo estudado para reparo de tecidos. A eficácia vem quase toda de estudos em ratos — sem ensaio clínico humano robusto que comprove os efeitos. Enquadramento honesto de uma molécula muito buscada.
O LEADER (Marso 2016, NEJM, n=9.340) foi o primeiro grande ensaio a mostrar benefício cardiovascular de um GLP-1 diário: liraglutida reduziu MACE (HR 0,87; IC 0,78–0,97) e morte CV (HR 0,78) em diabetes tipo 2.
A liraglutida é a molécula por trás de duas marcas: Victoza (diabetes) e Saxenda (peso). Mesmo princípio ativo, doses e indicações diferentes. O que é, como age e o que a evidência (LEADER, SCALE) mostra.
O SURPASS-5 (Dahl 2022, JAMA, n=475) somou tirzepatida à insulina glargina titulada em DM2: HbA1c caiu até −2,40% e o peso até −8,8 kg em 40 semanas, contra +1,6 kg no placebo. O que muda na escada terapêutica.
Por décadas o GIP foi o incretínico 'esquecido' — presente, mas sem uso terapêutico claro. A tirzepatida, co-agonista GIP/GLP-1, recolocou a molécula no centro do debate metabólico. Panorama do mecanismo.
A amilina é um hormônio da saciedade secretado junto com a insulina. A cagrilintida é o análogo sintético que imita esse sinal por uma semana — sozinha e combinada à semaglutida na CagriSema. O que a fase 2 mostrou.
SUSTAIN-6 (Marso 2016, NEJM, n=3297): semaglutida SC em diabetes tipo 2 reduziu MACE em 26% (HR 0,74; IC 0,58–0,95). Distinto do SELECT (obesidade sem diabetes). Inclui o sinal de retinopatia (HR 1,76).
As três são a mesma molécula: semaglutida. O que muda é a marca, a indicação aprovada, a via (injetável ou oral) e a apresentação de dose. Três produtos, um só princípio ativo — e não intercambiáveis por conta própria.
O STEP-6 (Kadowaki 2022, Lancet Diab Endo, n=401) testou semaglutida 2,4 mg no Leste Asiático: −13,2% vs −2,1% no placebo, com gordura visceral −40,0% vs −6,9%. Por que estudar a molécula por população importa.
Exenatida, liraglutida, dulaglutida, semaglutida, tirzepatida, retatrutida. Cada geração mudou uma coisa: conveniência, eficácia ou evidência cardiovascular. Um panorama da evolução da classe GLP-1.
A survodutida é um coagonista GLP-1/glucagon, em fase 2/3 e sem registro. O diferencial é o braço glucagon, que age direto no fígado — e o sinal fase 2 em MASH (Sanyal 2024, NEJM). O que é e o que a evidência mostra.
O SURPASS-3 (Ludvik 2021, Lancet, n=1437) comparou tirzepatida com insulina degludeca em DM2: HbA1c −2,37% (15 mg) vs −1,34%, e peso −12,9 kg vs +2,3 kg. Contraste com a lógica antiga de intensificar insulina.
Peptídeo engolido é quase todo destruído no estômago: a semaglutida oral usa SNAC e ainda assim absorve ~1%. A injetável entrega quase tudo pela via subcutânea. Por que a via, não a molécula, define a exposição.
Coagonista GLP-1/glucagon (IBI362) derivado da oxintomodulina, em desenvolvimento na China (GLORY/DREAMS). O que se sabe hoje: mecanismo, dados de fase 2 e por que ainda é investigacional no Brasil.
O STEP-3 (Wadden 2021, JAMA, n=611) deu semaglutida 2,4 mg + terapia comportamental intensiva (30 sessões) a todos: −16,0% vs −5,7% no placebo (P<0,001). A terapia dobrou o placebo, mas somou pouco sobre o fármaco.
Retatrutida é um agonista triplo: ativa GLP-1, GIP e glucagon ao mesmo tempo. Na fase 2 (Jastreboff 2023, NEJM), a dose de 12 mg chegou a −24,2%, a maior da classe. Está em fase 3; ainda não é medicamento aprovado.
Panorama honesto da próxima geração de medicamentos para obesidade — retatrutida, orforglipron, CagriSema, survodutida e mazdutida — e em que estágio cada um realmente está. O que é promessa e o que já é aprovado.
O SURMOUNT-4 (Aronne 2024, JAMA, n=670) fez todos perderem 20,9% em 36 semanas com tirzepatida; ao randomizar continuar vs placebo, o grupo que manteve seguiu −5,5% e o que trocou reganhou +14,0% (diferença −19,4%).
O Contrave combina bupropiona e naltrexona num comprimido de ação central para obesidade — e não é um GLP-1. Como funciona no cérebro, o que a evidência (COR-I) mostra e por que se diferencia dos análogos de incretina.
O STEP-4 (Rubino 2021, JAMA, n=803) testou o que acontece ao parar: quem manteve a semaglutida 2,4 mg seguiu perdendo (−7,9%), quem trocou por placebo recuperou peso (+6,9%) — diferença de 14,8 pontos (p<0,001).
Um RCT pequeno (Badulescu 2026, Med, n=72) testou semaglutida para disfunção cognitiva no transtorno depressivo maior: função executiva foi negativa (p=0,60), com perda de peso. Evidência emergente, não indicação.
Byetta e Bydureon são marcas da exenatida, um dos primeiros agonistas de GLP-1, derivado da saliva do monstro-de-gila. A diferença é o esquema: Byetta é 2×/dia, Bydureon é semanal. Hoje é secundária na classe.
O PIONEER-6 (Husain 2019, NEJM, n=3.183) testou a semaglutida ORAL em diabetes tipo 2: MACE com HR 0,79 (IC 0,57–1,11), não-inferior ao placebo. Provou segurança cardiovascular — não superioridade.
Trulicity é o nome de marca da dulaglutida, um agonista de GLP-1 de aplicação semanal para diabetes tipo 2. Como age, o que o estudo REWIND mostrou no coração e por que vem em caneta de uso único.
O STEP-5 (Garvey 2022, Nature Medicine, n=304) acompanhou semaglutida 2,4 mg por 104 semanas: −15,2% vs −2,6% no placebo. O ângulo é a durabilidade — a perda se manteve ao longo de 2 anos de uso contínuo.
O exenatida-PD (Athauda 2017, Lancet, n=62) testou exenatida semanal na doença de Parkinson: diferença de −3,5 pontos no MDS-UPDRS motor off (p=0,0318). Um sinal promissor de fase 2 — não um tratamento aprovado.
Victoza é a marca da liraglutida injetável diária (até 1,8 mg) aprovada para diabetes tipo 2 — não é o Saxenda (3,0 mg, obesidade). O que é, como age e o que o LEADER (Marso 2016, NEJM) mostrou sobre o coração.
O SURPASS-4 (Del Prato 2021, Lancet, n=2.002) comparou tirzepatida à insulina glargina em DM2 de alto risco CV: HbA1c −2,58% vs −1,44% (dose 15 mg) e MACE em HR 0,74 (IC 0,51–1,08) — segurança CV, não superioridade.
Exenatida (exendina-4, do monstro-de-gila) e liraglutida (análogo humano) são dois GLP-1 antigos. No desfecho CV divergem: LEADER (n=9.340) mostrou superioridade (HR 0,87); EXSCEL (n=14.752) foi não-inferior (HR 0,91).
Saxenda é a liraglutida 3,0 mg aprovada para obesidade — e a injeção é DIÁRIA, não semanal. Como age no apetite, o que a evidência (SCALE) mostrou e por que difere dos GLP-1 semanais como a semaglutida.
O STEP-8 (Rubino 2022, JAMA, n=338) comparou de frente semaglutida 2,4 mg e liraglutida 3,0 mg em obesidade sem diabetes: −15,8% vs −6,4% no peso em 68 semanas (diferença −9,4 pp; p<0,001).
Zepbound é a marca da tirzepatida voltada à obesidade em alguns mercados — a mesma molécula do Mounjaro, que nasceu para o diabetes tipo 2. Mesmo princípio ativo, marca e indicação diferentes. O que a evidência mostra.
O SURMOUNT-3 (Wadden 2023, Nature Medicine, n=579) só randomizou quem já tinha perdido ≥5% com 12 semanas de estilo de vida. Depois disso, a tirzepatida somou −18,4% enquanto o placebo reganhou +2,5% em 72 semanas.
Rybelsus é a semaglutida em comprimido — mesma molécula do Ozempic, por via oral, viabilizada pelo SNAC. Aprovada para diabetes tipo 2. O que muda vs o injetável e por que a biodisponibilidade é baixa.
O STEP-2 (Davies 2021, Lancet, n=1210) testou semaglutida 2,4 mg em diabetes tipo 2 com obesidade: −9,6% vs −3,4% no placebo em 68 semanas. Menos que o STEP-1 (não-DM2, −14,9%) — e há razão fisiológica.
Mounjaro é a marca da tirzepatida, um agonista duplo dos receptores GIP e GLP-1. Para que serve, como age, o que a evidência SURPASS e SURMOUNT mostrou e o status na ANVISA — resposta direta, sem promessa.
Wegovy é o nome comercial da semaglutida 2,4 mg, aprovada para controle de peso na obesidade. Mesma molécula do Ozempic, com dose e indicação diferentes. O que é, para que serve e o que a evidência mostra.
Ozempic é o nome comercial da semaglutida injetável, um agonista do receptor de GLP-1 aprovado para diabetes tipo 2. O que a marca é, como age, para que serve, o que a evidência mostra e por que exige receita retida.
O SUMMIT testou tirzepatida em 731 pacientes com ICFEP e obesidade. O composto de morte CV ou piora de IC caiu (HR 0,62; 0,41–0,95), mas a morte CV isolada não foi significativa.
A evidência cardiovascular robusta de peptídeos está na classe incretínica (GLP-1 e GIP/GLP-1): SELECT, SUSTAIN-6, LEADER e SUMMIT. Peptídeos de pesquisa (BPC-157, TB-500) não têm evidência humana.
Thymalin é mistura peptídica de timo do programa Khavinson (São Petersburgo), com registro russo. Confundido com timopentina, timosina-alfa-1 (Zadaxin®) e TB-500 — moléculas distintas com perfis próprios.
Humanin, semax, cerebrolysin foram investigados em Alzheimer. Tratamentos aprovados FDA em 2026 são anticorpos anti-amiloide (lecanemab, donanemab). Nenhum peptídeo sintético clássico tem registro FDA em DA.
Panorama OA: BPC-157 (preclínico majoritário, sem RCT humano); AOD-9604 (fase IIb obesidade negativa 2007, sem registro); colágeno hidrolisado (meta-análise Lin 2024 PMID 39212129, 11 RCTs n=870).
Análise comparada de três moléculas da família IGF-1 — afinidade pelo receptor, ligação a IGFBPs, meia-vida circulante e potência funcional em modelos pré-clínicos.
KPV é tripeptídeo Lys-Pro-Val correspondente ao C-terminal de alpha-MSH. Anti-inflamatório via NF-κB. Base em colite e pele majoritariamente pré-clínica (Brzoska 2008 PMID 18612139; Laroui Gastroenterology 2010).
GHK-Cu (Huh 2007, PMID 16847171) e blends multipeptídicos (Widgerow 2019, PMID 31957958; Patel 2024, PMID 39913231) em recuperação pós-laser. Base mecanística vs RCT independente em pele facial humana.
Quatro CVOTs pivotais — LEADER (liraglutida), SUSTAIN-6 (semaglutida), REWIND (dulaglutida) e SELECT (semaglutida em obesidade sem DM2) — confirmam redução de MACE em DAC e em prevenção primária com fatores de risco.
KPV (tripeptídeo derivado de α-MSH) e GHK-Cu são usados off-label em acne. Base mecanística é antiinflamatória; RCT humano em PubMed é escasso. Cosmético vs medicamento na RDC 7/2015.
Cronobiologia do GH — pulsos noturnos associados ao sono profundo, regulação por ghrelina e somatostatina, e implicações práticas para timing de secretagogos.
SURMOUNT-OSA (Malhotra 2024 NEJM, PMID 38912654) — tirzepatida reduziu apneia/hipopneia em 25-29 eventos/h e peso ~18-20% em 52 sem. FDA aprovou Zepbound para AOS moderada-grave em obesidade em dez/2024.
Colágeno oral melhora elasticidade e hidratação da pele com evidência consistente: Proksch 2014 (RCT, n=69) e Pu 2023 (meta-análise, 26 RCTs, n=1.721). Já cremes 'com colágeno' tópicos têm absorção praticamente nula.
Três grandes ensaios definem a evidência CV dos GLP-1RA: SELECT (sema em obesidade sem DM2, −20% MACE), SUSTAIN-6 (sema em DM2, −26%) e LEADER (lira em DM2, −13%). O que cada um mostra e onde se aplica.
ESSENCE (Sanyal 2025 NEJM, PMID 40305708) mostrou semaglutida 2,4 mg resolvendo MASH em 62,9% e melhorando fibrose em 36,8% em 72 semanas. FDA aprovou Wegovy para MASH com fibrose F2-F3 em agosto/2025.
Agonistas GLP-1 são usados off-label em SOP — peso e resistência insulínica são alvos plausíveis. Carmina 2023 e Papaetis 2022: evidência preliminar de peso e ciclos; sem registro ANVISA para SOP.
Argireline (hexapeptídeo-8) abriu a categoria em 2002. SNAP-8 (octapeptídeo-3) estendeu a sequência. Próximas iterações apostam em transportadores e análogos — sem RCT independente robusto.
Família dos mitochondrial-derived peptides (MDPs) reúne 8 microproteínas codificadas em DNA mitocondrial — humanin, MOTS-c e SHLPs 1-6. Grupo Cohen na USC. Literatura majoritariamente pré-clínica.
Cirurgia bariátrica modifica o eixo somatotrópico e pode revelar ou induzir GHD relativa. O que diagnosticar, como confirmar e quando tesamorelina ou somatropina entram na conversa.
Acetyl Tetrapeptide-5 (Eyeseryl, Lipotec) inibe ECA local, com claim de redução de edema palpebral. Em PubMed, RCT independente em desfecho clínico humano é escasso.
Cagrilintide é análogo de amilina de longa duração da Novo Nordisk. Combinação com semaglutida (CagriSema) em fase 3 — REDEFINE 1 (Garvey 2025 NEJM, n=3400) mostrou perda de 22,7% com adesão completa.
Retinol tópico (Kafi 2007, n=36, 24 semanas) tem RCT independente de referência. Peptídeos sinalizadores atuam por matrikina (Robinson 2005, Pal-KTTKS) — base de evidência menor.
Hendershot 2025 (JAMA Psychiatry) randomizou semaglutida em AUD. Klausen 2022 (JCI Insight) testou exenatide em álcool. Yammine 2021 — exenatide em cessação tabágica. Sem registro ANVISA para essas indicações.
Pulsatilidade, amplitude e modulação por estradiol diferenciam o eixo somatotrópico entre sexos. A evidência por trás e o que isso implica para uso de secretagogos.
Revisão sistemática 2025 (Gofron, Nutrients, 38 estudos) documenta efeitos de GLP-1 RA sobre Akkermansia muciniphila e razão Firmicutes/Bacteroidetes. Mecanismo emergente — pré-clínica majoritária.
Pinealon (tripeptídeo Glu-Asp-Arg, EDR) é peptídeo bioregulador russo do grupo Khavinson. A literatura PubMed é pré-clínica e majoritariamente do grupo proponente, sem RCT humano publicado em maio/2026.
Semax (heptapeptídeo derivado de ACTH 4-10) e Noopept (dipeptídeo Pro-Gly modificado) são moléculas com origens, estruturas e farmacocinéticas distintas, ambas com registro russo e sem aval ANVISA, FDA ou EMA.
FLOW (Perkovic et al, NEJM 2024, n=3533) testou semaglutida 1 mg semanal em DRC com DM2. Redução de 24% em desfechos renais duros e 18% em eventos cardiovasculares maiores.
SUMMIT (Packer et al, NEJM 2025, n=731) randomizou pacientes com HFpEF e obesidade para tirzepatida ou placebo. Redução de 38% no composto morte CV ou piora de IC ao longo de 2 anos.
Uso de peptídeos no pós-operatório para acelerar cicatrização tem base majoritariamente pré-clínica em modelos animais. Em humanos, RCT específico para pós-cirurgia é raro — gap recorrente em revisões 2024-2025.
Matrixyl 3000 (palmitoyl tripeptide-1 + tetrapeptide-7) é matrikina — sinaliza fibroblastos. SNAP-8 (acetyl octapeptide-3) é mimético botulínico tópico — alvo SNAP-25 pré-sináptico. Não competem.
Comparativo TB-500 (fragmento de 7 aa de timosina β4) e BPC-157 (pentadecapeptídeo gástrico): mecanismos distintos, base pré-clínica de origens distintas, mesmo status — sem registro, WADA-banidos.
Somatropina (registro ANVISA, indicações restritas) vs CJC-1295, ipamorelina, MK-677 (sem registro). Mecanismo, evidência, custo e risco regulatório lado a lado.
Capixyl (acetyl tetrapeptide-3 + biochanin A) tem RCT publicado vs minoxidil 3% (n=32, 24 semanas). GHK-Cu tem evidência ex vivo robusta. Procapil ficou atrás em RCT comparativo (Pavithra 2023).
Rybelsus (oral) vs Ozempic (injetável) — mesma molécula, vias diferentes. Tecnologia SNAC com biodisponibilidade ~1%. PIONEER 1 (Aroda 2019, Diabetes Care, PMID 31186300) estabeleceu o perfil oral.
Drug Affinity Complex liga o peptídeo à cisteína 34 da albumina e estende a meia-vida de 30 minutos para ~8 dias. Teichman 2006 explica como a diferença muda o perfil de GH e IGF-1.
Dihexa é análogo modificado de angiotensina IV proposto como mimético de HGF (hepatocyte growth factor). Em 2026, a base de evidência é predominantemente pré-clínica em roedores. Sem ensaios humanos publicados.
Sikiric e grupo croata dominam a literatura. Modelos animais (Chang 2011 PMID 21148156) mostram migração de fibroblastos. Sem RCT humano para tendinite até maio/2026. WADA-banido (S0).
Head-to-head em DM2: SURPASS-2 (Frías 2021, NEJM, PMID 34170647, n=1879). Tirzepatida 15 mg reduziu HbA1c em 2,30% vs 1,86% da semaglutida 1 mg, com perda de peso ~11,2 kg vs 5,7 kg.
Pentapeptídeo injetável vs não-peptídeo oral. Mesmo receptor (GHSR-1a), farmacocinéticas opostas e zero registro ANVISA — o que a literatura primária mostra sobre cada um.
SELECT trial (Lincoff 2023, NEJM, PMID 37952131, n=17.604) — primeiro RCT cardiovascular pivotal de GLP-1 em obesidade SEM diabetes. Semaglutida 2,4 mg reduziu MACE em 20% (HR 0,80) em 40 meses.
Pequena molécula GLP-1 oral da Eli Lilly em fase 3 (ACHIEVE em DM2, ATTAIN em obesidade). Fase 2 Wharton 2023 (NEJM, PMID 37351564, n=272) mostrou perda de peso até 14,7% em 36 semanas.
Epitalon (russa, pineal), MOTS-c (mitocondrial, USC), Humanin: anti-aging molecular. Evidência humana fragmentada, sem aprovação ANVISA. Recomendação clínica padrão: zero.
Em parte. MOTS-c (mitocondrial, Lee et al USC 2015+) tem expressão com exercício + ativa AMPK ('exercise mimetic'). Mas suplementar MOTS-c em humano ainda em pesquisa preliminar.
Selank é primariamente ansiolítico — efeitos cognitivos são secundários ao alívio de ansiedade. Para cognição prejudicada por ansiedade, melhora indireta. Como nootrópico direto, evidência é fraca.
Selank, Semax, Cerebrolysin: tradição russa em ansiedade/neuroproteção. Epitalon, MOTS-c: longevidade. Para todos: evidência ocidental escassa, sem aprovação ANVISA. Panorama sem hype.
Tesamorelina (Egrifta) é único GHRH FDA-aprovado para HIV-lipodistrofia. Falutz 2010 mostrou redução de gordura visceral. Mecanismo: GH endógeno mobiliza lipólise preferencial em gordura visceral.
Não. MK-677 é molécula pequena oral — sem cadeia de aminoácidos. Mimetiza ghrelin no receptor GHSR mas com estrutura diferente. Por isso funciona via oral, ao contrário de peptídeos GH.
Não. GH (somatropina) é o hormônio — 191 aa. Peptídeos de GH (CJC-1295, Ipamorelina, Tesamorelina) são moléculas distintas que ESTIMULAM a hipófise a liberar GH endógeno. Diferenças importam.
GHRH é o hormônio natural que estimula GH. GHRP são análogos do ghrelin (também estimulam GH). GHS é umbrella incluindo ambos. Mapa para entender o que está sendo discutido.
BPC-157 e TB-500 são os mais discutidos. Estudos pré-clínicos em tendão consistentes (Staresinic 2003, Krivic 2006, Chang 2011 — todos em ratos). Ensaio clínico humano fase 3: ausente. Panorama honesto, sem hype.
Sim. GHK é tripeptídeo no plasma humano (~200 ng/mL em jovens, −20% por década). Liga cobre formando GHK-Cu, com papel em cicatrização. Suplemento mimetiza a molécula nativa.
Porque proteases gástricas e intestinais destruiriam a maioria dos peptídeos no trato digestivo. Aplicação subcutânea ou intramuscular escapa desse processo. Exceções como Rybelsus exigem adjuvantes especiais.
Proteases destroem peptídeos no TGI; absorção intestinal é limitada. Rybelsus (sema oral) usa SNAC. Colágeno hidrolisado funciona como di- e tri-peptídeos pequenos via PepT1.
Meia-vida varia muito: GLP-1 endógeno (1-2 min), liraglutida (13h), semaglutida (7 dias). Modificações químicas mudam o jogo. Por que isso decide o regime de aplicação.