Glossário editorial
Vocabulário canônico, em português.
74 definições curtas — farmacologia, regulação, endocrinologia, metodologia clínica. Sem jargão desnecessário; com link para a ficha quando existe.
Endocrinologia
15 termos- Eixo somatotrópico
- Circuito hipotálamo-hipófise-fígado que regula a secreção de GH e a produção de IGF-1: GHRH e grelina estimulam, somatostatina inibe e IGF-1 faz feedback negativo no hipotálamo e hipófise. ver ficha →
- GH(Hormônio do Crescimento)
- Hormônio peptídico de 191 aminoácidos secretado pelos somatotrofos da hipófise anterior em pulsos, principalmente noturnos. Meia-vida circulante curta (10-20 minutos); efeitos anabólicos mediados em grande parte pelo IGF-1 hepático. Reposição em adultos exige diagnóstico de deficiência confirmada. ver ficha →
- GH-secretagogo(Growth Hormone Secretagogue)
- Classe de moléculas peptídicas (GHRP-2, GHRP-6, ipamorelina, hexarelina) e não-peptídicas (MK-677/ibutamoreno) que estimulam liberação endógena de GH via receptor GHSR-1a — o receptor da ghrelina — independente da via GHRH. Nenhum tem aprovação regulatória ANVISA para uso humano. ver ficha →
- Ghrelina(Hormônio orexígeno gástrico)
- Peptídeo de 28 aminoácidos secretado principalmente pelas células P/D1 do fundo gástrico. Único hormônio orexígeno circulante conhecido; ativa o receptor GHSR-1a no hipotálamo e estimula liberação de GH na hipófise. Análogos sintéticos (peptídeos GHS como MK-677 e GHRP-6) atuam no mesmo receptor. ver ficha →
- GHRH(Growth Hormone-Releasing Hormone)
- Neuropeptídeo de 44 aminoácidos secretado pelo hipotálamo que estimula a síntese e liberação de GH na hipófise via receptor GHRH-R. Análogos como CJC-1295 e tesamorelina mimetizam essa sinalização com meia-vida estendida. ver ficha →
- GHRH(Growth Hormone-Releasing Hormone)
- Peptídeo hipotalâmico de 44 aminoácidos que estimula a síntese e secreção de GH pelos somatotrofos da adeno-hipófise via receptor GHRH-R acoplado a proteína Gs. Análogos terapêuticos incluem tesamorelina (registro FDA para lipodistrofia em HIV) e sermorelina (1-29 GHRH). ver ficha →
- GHRP(Growth Hormone-Releasing Peptide)
- Família de peptídeos sintéticos (ipamorelina, GHRP-2, GHRP-6, hexarelina) que estimulam liberação de GH ligando-se ao receptor GHSR-1a, distinto do receptor de GHRH. São secretagogos peptídicos de GH. ver ficha →
- GIP(Glucose-Dependent Insulinotropic Polypeptide)
- Hormônio incretínico produzido pelas células K do duodeno e jejuno proximal. Atua em receptor próprio (GIPR) potencializando secreção de insulina pós-prandial. A tirzepatida é coagonista GIP/GLP-1 com registro ANVISA para diabetes tipo 2 e obesidade. ver ficha →
- GLP-1(Glucagon-Like Peptide-1)
- Hormônio incretínico produzido pelas células L do íleo e cólon em resposta à ingestão alimentar. Estimula secreção de insulina dependente de glicose, suprime glucagon e retarda esvaziamento gástrico. Análogos sintéticos (semaglutida, liraglutida) têm registro ANVISA para diabetes tipo 2 e obesidade. ver ficha →
- Grelina(Ghrelin)
- Hormônio de 28 aminoácidos produzido majoritariamente no estômago, ligante endógeno do receptor GHSR-1a. Estimula apetite e libera GH; secretagogos como MK-677 mimetizam parte desse efeito por via oral. ver ficha →
- IGF-1(Insulin-like Growth Factor 1)
- Peptídeo produzido majoritariamente no fígado em resposta ao GH e que medeia parte dos efeitos anabólicos do eixo somatotrópico. Sua dosagem sérica é o marcador laboratorial mais usado para avaliar atividade do GH ao longo do dia. Faixas de referência variam por idade e sexo. ver ficha →
- Secretagogo
- Substância que estimula a secreção de outro hormônio. No contexto de GH, secretagogos peptídicos (ipamorelina, GHRP-2) e não-peptídicos (MK-677/ibutamoren) atuam no receptor GHSR-1a induzindo liberação endógena. ver ficha →
- Somatopausa
- Termo descritivo (não diagnóstico ANVISA) para o declínio progressivo da secreção de GH e IGF-1 com a idade. A queda é fisiológica e por si só não caracteriza deficiência de GH do adulto, que exige testes de estímulo. ver ficha →
- Somatostatina(Hormônio Inibidor da Liberação de GH (SRIF))
- Peptídeo hipotalâmico que inibe a liberação de GH pela hipófise, atuando como contrapeso fisiológico ao GHRH. Também inibe secreção de TSH, insulina e glucagon em outros tecidos.
- Somatotrofo
- Célula da hipófise anterior responsável pela síntese e secreção de GH. Representa cerca de 50% das células da adeno-hipófise e responde a estímulo de GHRH e grelina.
TBM: eixo GH/IGF-1 · eixo HHG-1
TBM: somatotrofina · hormônio do crescimento humano · hGH
TBM: GHS · GHRP · secretagogo de hormônio do crescimento
TBM: ghrelin · lenomorelin
TBM: hormônio liberador de hormônio do crescimento · somatocrinina
TBM: somatocrinina · somatoliberina
TBM: peptídeo liberador de hormônio do crescimento
TBM: polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose
TBM: incretina · glucagon-like peptide-1
TBM: ghrelin · hormônio da fome
TBM: somatomedina C · fator de crescimento insulina-símile 1
TBM: secretagogue · GHS
TBM: declínio somatotrópico relacionado à idade
TBM: SRIF · somatotropin release-inhibiting factor
TBM: célula somatotrófica
Farmacologia
19 termos- Agonista
- Molécula que se liga a um receptor e ativa a sinalização downstream, mimetizando o ligante endógeno. Análogos de GLP-1 e GHRH são agonistas de seus respectivos receptores.
- Agonista parcial
- Molécula que ativa o receptor com eficácia menor que um agonista total, mesmo em ocupação máxima. Pode atuar como agonista ou antagonista funcional dependendo do tônus endógeno.
- Análogo
- Molécula sintética com estrutura modificada em relação ao ligante endógeno, geralmente para melhorar meia-vida, potência ou seletividade. Semaglutida é análogo de GLP-1 com substituições que aumentam ligação à albumina e resistência à DPP-IV.
- Antagonista
- Molécula que se liga a um receptor sem ativá-lo, bloqueando o ligante endógeno. Antagonistas competitivos competem pelo mesmo sítio; antagonistas não-competitivos atuam em sítio alostérico.
- Autofagia
- Processo lisossomal de degradação e reciclagem de componentes celulares (proteínas agregadas, organelas disfuncionais). Ativada por jejum e exercício via inibição de mTOR. Descoberta dos mecanismos rendeu o Nobel de Medicina 2016 a Yoshinori Ohsumi.
- Biodisponibilidade
- Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica em forma ativa. Peptídeos injetáveis subcutâneos costumam ter biodisponibilidade entre 50-90%; formulações orais de peptídeos raramente ultrapassam 1-2% sem intensificadores de absorção.
- Biodisponibilidade(Bioavailability (F))
- Fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica em forma inalterada. Por definição, F=100% para via intravenosa. Peptídeos por via oral têm biodisponibilidade tipicamente <1% por degradação proteolítica intestinal e efeito de primeira passagem hepática — Rybelsus (semaglutida oral) atinge ~1% com co-formulação SNAC.
- DAC(Drug Affinity Complex)
- Tecnologia de modificação química que adiciona um grupo reativo (geralmente maleimida) ao peptídeo, permitindo ligação covalente à albumina sérica in vivo e estendendo a meia-vida. CJC-1295 com DAC tem meia-vida de aproximadamente 8 dias contra horas da forma sem DAC. ver ficha →
- DPP-IV(Dipeptidil Peptidase 4)
- Enzima sérica e de membrana que cliva peptídeos com prolina ou alanina na segunda posição N-terminal, inativando GLP-1 endógeno em poucos minutos. Análogos modificados (semaglutida, liraglutida) resistem à clivagem por DPP-IV.
- EC50(Half-maximal Effective Concentration)
- Concentração de fármaco que produz 50% da resposta máxima observada em ensaio funcional. Medida-padrão de potência farmacológica in vitro e in vivo. EC50 menor indica maior potência; usado para comparar análogos dentro de uma classe (ex.: semaglutida vs liraglutida no receptor GLP-1R).
- GHSR-1a(Growth Hormone Secretagogue Receptor 1a)
- GPCR ligado pela grelina endógena e pelos secretagogos peptídicos (ipamorelina, GHRP-2) e não-peptídicos (MK-677). Sua ativação induz liberação de GH e estímulo do apetite. ver ficha →
- GPCR(G Protein-Coupled Receptor)
- Família de receptores transmembrana de 7 hélices acopladas a proteínas G heterotriméricas, alvo de cerca de 30% dos fármacos aprovados. Receptores GLP-1R, GIPR, GHRH-R e GHSR-1a são todos GPCRs.
- Meia-vida(t½)
- Tempo necessário para a concentração plasmática de um fármaco cair pela metade. Determina frequência de dosagem: semaglutida tem meia-vida de cerca de 165 horas (1x/semana), liraglutida cerca de 13 horas (1x/dia).
- Meia-vida(Half-life (t½))
- Tempo necessário para a concentração plasmática de um fármaco reduzir-se à metade. Determina intervalo posológico — semaglutida (t½ ~7 dias) permite uso semanal; liraglutida (t½ ~13 h) exige dose diária. Independe da dose administrada em farmacocinética de primeira ordem.
- Mitocôndria
- Organela responsável pela fosforilação oxidativa e produção de ATP; tem genoma próprio (mtDNA) de 16.569 pb codificando 13 proteínas da cadeia respiratória, 22 tRNAs e 2 rRNAs. Disfunção mitocondrial é eixo central em pesquisa de envelhecimento e neurodegeneração; peptídeos como humanin e MOTS-c são codificados no mtDNA. ver ficha →
- Modulador alostérico
- Molécula que se liga ao receptor em sítio diferente do ligante ortostérico (endógeno), modulando sua resposta de forma positiva (PAM) ou negativa (NAM). Permite seletividade entre subtipos de receptor.
- Peptídeo
- Cadeia curta de aminoácidos unidos por ligações peptídicas, geralmente entre 2 e 50 resíduos. Acima desse limite costuma ser classificado como proteína. Inclui hormônios, neurotransmissores e moduladores.
- Senescência celular
- Estado de parada permanente do ciclo celular induzido por encurtamento telomérico, dano de DNA ou estresse oxidativo. Células senescentes adquirem fenótipo secretor pró-inflamatório (SASP — Senescence-Associated Secretory Phenotype) implicado em envelhecimento tecidual. Senolíticos são classe terapêutica emergente.
- Sirtuínas(Família SIRT1-SIRT7 de NAD+-deacetilases)
- Família de sete proteínas (SIRT1 a SIRT7) com atividade deacetilase dependente de NAD+. Reguladoras de metabolismo, resposta ao estresse oxidativo e longevidade — alvo central em pesquisa antienvelhecimento. Ativação por restrição calórica e por moléculas como resveratrol é descrita em modelos pré-clínicos.
TBM: ligante agonista
TBM: analog
TBM: bloqueador de receptor
TBM: autophagy · macroautofagia
TBM: F · bioavailability
TBM: bioavailability · F (farmacocinética)
TBM: drug affinity complex · complexo de afinidade
TBM: dipeptidil peptidase IV · CD26
TBM: EC50 · half-maximal effective concentration · concentração efetiva 50
TBM: receptor de grelina · ghrelin receptor
TBM: receptor acoplado à proteína G · receptor 7TM
TBM: t1/2 · half-life
TBM: half-life · t1/2 · t½
TBM: mitocôndrias
TBM: PAM · NAM · allosteric modulator
TBM: peptide
TBM: senescence · SASP
TBM: SIRT · sirtuin
Metodologia
15 termos- AUC(Area Under the Curve — área sob a curva concentração-tempo)
- Integral da concentração plasmática do fármaco em função do tempo. Mede exposição sistêmica total. AUC0-∞ é exposição completa; AUC0-t é exposição em intervalo. Comparada entre formulações em estudos de bioequivalência (razão geométrica 80-125% pelo FDA/ANVISA).
- Biomarcador
- Característica biológica mensurável que indica processo fisiológico normal, processo patológico ou resposta farmacológica. Pode ser molecular (HbA1c, troponina, IGF-1), imagem (RM, TC) ou funcional (TFG, FEV1). Em ensaios clínicos, é distinto de desfecho clínico — biomarcador é proxy, desfecho é o evento relevante.
- DOI(Digital Object Identifier)
- Identificador persistente de objetos digitais (artigos, datasets, capítulos). Resolve para URL atual via doi.org, sobrevivendo a mudanças de hospedagem da revista.
- Duplo-cego
- Desenho de estudo em que tanto participantes quanto pesquisadores que avaliam desfechos desconhecem a alocação de tratamento. Reduz viés de aferição e expectativa.
- Endpoint primário
- Desfecho clínico pré-especificado no protocolo que o estudo é desenhado para detectar. Análises posteriores são exploratórias e não substituem evidência sobre o endpoint primário.
- Fase 1/2/3/4
- Etapas do desenvolvimento clínico de um fármaco: Fase 1 testa segurança em poucos voluntários; Fase 2 explora dose e eficácia em centenas de pacientes; Fase 3 confirma eficácia em milhares e fundamenta o registro; Fase 4 acompanha o produto após a comercialização.
- IC(Intervalo de Confiança)
- Faixa de valores plausíveis para o efeito real estimado, geralmente reportada a 95%. Um IC 95% que cruza o valor nulo (1 para razões, 0 para diferenças) indica que o achado não atinge significância estatística no nível 5%.
- MACE(Major Adverse Cardiovascular Event)
- Desfecho composto cardiovascular comum em ensaios de fármacos metabólicos, geralmente incluindo morte cardiovascular, infarto não-fatal e AVC não-fatal. Estudos como SELECT (semaglutida) e SURMOUNT (tirzepatida) reportam MACE como endpoint.
- Meta-análise
- Síntese estatística de múltiplos estudos com pergunta clínica semelhante, combinando seus desfechos para estimar efeito agregado. Quando bem conduzida, ocupa o topo da hierarquia de evidência junto com revisões sistemáticas. ver ficha →
- n=(Tamanho amostral)
- Número de participantes incluídos em um estudo. Estudos com n pequeno têm menor poder estatístico para detectar efeitos reais e maior chance de achados falso-positivos.
- NCT ID
- Identificador único de ensaios clínicos registrados em ClinicalTrials.gov, no formato NCTxxxxxxxx. Permite rastrear protocolo, status, sítios e resultados de um estudo.
- p<(Valor de p)
- Probabilidade de observar o resultado encontrado (ou mais extremo) caso a hipótese nula seja verdadeira. O limiar p<0,05 é convencional, não absoluto, e não mede tamanho de efeito nem relevância clínica.
- Placebo-controlado
- Estudo no qual o grupo controle recebe substância inerte indistinguível do tratamento ativo. Permite isolar o efeito farmacológico do efeito placebo e do curso natural da doença.
- PMID(PubMed ID)
- Identificador numérico único de artigos indexados no PubMed/MEDLINE. Permite citação inequívoca de estudos: PMID 38078102 corresponde sempre ao mesmo artigo.
- RCT(Ensaio Clínico Randomizado)
- Estudo no qual participantes são alocados aleatoriamente entre grupos de intervenção e controle, reduzindo viés de seleção. RCTs duplo-cegos placebo-controlados ocupam o topo da hierarquia de evidência para estudos individuais. ver ficha →
TBM: área sob a curva · AUC0-inf · exposição sistêmica
TBM: biomarker
TBM: double-blind · double-blinded
TBM: primary endpoint · desfecho primário
TBM: fases clínicas · phase 1 · phase 2 · phase 3 · phase 4
TBM: confidence interval · IC 95%
TBM: eventos cardiovasculares adversos maiores
TBM: meta-analysis · síntese quantitativa
TBM: sample size · tamanho de amostra
TBM: ClinicalTrials.gov ID
TBM: p-value · valor-p
TBM: placebo-controlled
TBM: randomized controlled trial · ensaio randomizado
Regulatório
12 termos- ANVISA(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
- Autarquia brasileira responsável pela regulação sanitária de medicamentos, cosméticos, alimentos e dispositivos no Brasil. Produtos comercializados precisam de registro ou notificação ANVISA conforme categoria. ver ficha →
- Bula
- Documento oficial aprovado pela ANVISA que acompanha medicamento registrado e contém indicações, contraindicações, dose e segurança. Uso fora do que está em bula é caracterizado como off-label.
- EMA(European Medicines Agency)
- Agência reguladora da União Europeia responsável pela avaliação científica e supervisão de medicamentos. Concede autorização centralizada válida nos 27 estados-membros.
- FDA(Food and Drug Administration)
- Agência reguladora dos Estados Unidos responsável por medicamentos, alimentos, dispositivos e cosméticos. Aprovação FDA não implica registro ANVISA: cada agência avalia independentemente.
- IFA(Insumo Farmacêutico Ativo)
- Substância ativa usada na fabricação de medicamento, registrada na ANVISA via DMF (Drug Master File). Farmácias magistrais devem usar IFAs de fornecedores autorizados, com certificado de análise.
- Manipulação magistral
- Preparo individualizado de medicamento por farmácia magistral, baseado em prescrição nominal ao paciente. No Brasil é regida pela RDC 67/2007 e exige IFA com origem rastreável. ver ficha →
- Nota Técnica
- Documento ANVISA com posicionamento ou esclarecimento técnico sobre tema específico, sem força de norma vinculante mas com peso interpretativo. Pode antecipar futuras RDCs. ver ficha →
- RDC(Resolução da Diretoria Colegiada)
- Tipo normativo da ANVISA com força regulatória vinculante. Exemplos relevantes: RDC 67/2007 (boas práticas em farmácias de manipulação) e RDC 7/2015 (cosméticos). ver ficha →
- RDC 67/2007
- Resolução ANVISA que dispõe sobre boas práticas de manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácias. Define requisitos de IFA, prescrição, rotulagem e responsabilidade técnica. ver ficha →
- RDC 7/2015
- Resolução ANVISA que estabelece os requisitos técnicos para regularização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Define grau de risco I e II e exige declaração de ingredientes em nomenclatura INCI.
- Registrado ANVISA
- Status de produto industrializado que passou por avaliação ANVISA e recebeu número de registro vinculado a bula, indicação aprovada e fabricante. Diferente de produto manipulado, que não tem registro. ver ficha →
- Retenção de receita
- Procedimento exigido para certas classes (controlados, antimicrobianos) em que a farmácia retém uma via da prescrição. Análogos de GLP-1 não exigem receita controlada para dispensação no Brasil.
TBM: bula de medicamento
TBM: princípio ativo · API
TBM: fórmula magistral · preparação magistral
TBM: medicamento registrado
Dermatologia
06 termos- Colágeno tipo I
- Fibras de colágeno mais abundantes na pele madura, responsáveis pela sustentação da derme reticular. Sua produção declina com a idade e a exposição solar (fotoenvelhecimento). ver ficha →
- Colágeno tipo III
- Forma de colágeno predominante em tecidos jovens e em cicatrização inicial. Razão colágeno I/III aumenta com a idade, refletindo perda de elasticidade dérmica. ver ficha →
- Fibroblasto
- Célula da derme responsável pela síntese de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos. Peptídeos cosméticos como Matrixyl e GHK-Cu são descritos in vitro como estimulantes da atividade fibroblástica. ver ficha →
- INCI(International Nomenclature of Cosmetic Ingredients)
- Padrão internacional de nomenclatura de ingredientes em rótulos de cosméticos, exigido em listas de ingredientes pela ANVISA (RDC 7/2015). Peptídeos cosméticos aparecem com nomes INCI como Acetyl Hexapeptide-8 (Argireline) e Palmitoyl Pentapeptide-4 (Matrixyl).
- Matriz extracelular(MEC)
- Rede tridimensional de proteínas (colágeno, elastina) e glicosaminoglicanos (ácido hialurônico) secretadas pelos fibroblastos, que sustenta a derme. Sua degradação por metaloproteinases é central no envelhecimento cutâneo.
- Palmitoilação
- Adição de cadeia de ácido palmítico ao N-terminal do peptídeo cosmético para aumentar sua lipofilicidade e penetração no estrato córneo. Aparece em ingredientes INCI como Palmitoyl Pentapeptide-4 (Matrixyl) e Palmitoyl Tripeptide-1. ver ficha →
TBM: colágeno I · type I collagen
TBM: colágeno III · type III collagen
TBM: nomenclatura INCI
TBM: MEC · extracellular matrix · ECM
TBM: palmitoylation · acetilação · acetyl peptide
Esporte / antidoping
04 termos- Dopagem
- Uso de substância ou método incluído na Lista Proibida WADA por atletas sob jurisdição antidoping, sem isenção terapêutica válida. Não confundir com uso clínico fora do contexto esportivo.
- S0(Substâncias não aprovadas)
- Categoria-coringa da Lista Proibida WADA para qualquer substância farmacológica sem aprovação por autoridade reguladora para uso humano (ex.: BPC-157, TB-500). Banida em e fora de competição. ver ficha →
- S2(Hormônios peptídicos, fatores de crescimento e substâncias relacionadas)
- Categoria da Lista Proibida WADA que inclui GH, IGF-1, eritropoietina e secretagogos de GH (CJC-1295, ipamorelina, MK-677), banidos em e fora de competição para atletas sob jurisdição.
- WADA(World Anti-Doping Agency)
- Agência mundial antidoping, responsável pela Lista Proibida atualizada anualmente. Define quais substâncias e métodos são banidos em e fora de competição para atletas sob jurisdição WADA.
TBM: doping
TBM: S0 WADA · non-approved substances
TBM: S2 WADA · peptide hormones
TBM: AMA · Agência Mundial Antidopagem
Geral
03 termos- E-E-A-T(Experience, Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness)
- Conjunto de critérios usados pelo Google para avaliar qualidade de conteúdo, especialmente em temas YMYL (Your Money Your Life) como saúde. Conteúdo médico-científico precisa demonstrar experiência, expertise, autoridade e confiabilidade.
- JSON-LD(JavaScript Object Notation for Linked Data)
- Formato de serialização de dados estruturados em JSON, recomendado pelo Google para incorporar marcações schema.org em páginas. Inserido como script type=application/ld+json no HTML.
- schema.org
- Vocabulário aberto de marcação semântica mantido por Google, Microsoft, Yahoo e Yandex para descrever entidades em páginas web. Tipos como MedicalCondition, Drug e DefinedTerm são lidos por buscadores e LLMs.
TBM: EEAT · E-A-T