Por objetivo
Peptídeos para desempenho cognitivo.
Peptídeos e nootrópicos estudados em memória, foco e neuroproteção — com mecanismo, nível de evidência e status regulatório em cada ficha.
12 fichas
Análogo de Semax/ACTH (nootrópico experimental)
Adamax
Adamax é um peptídeo curto de nicho do meio nootrópico, apresentado como análogo da família Semax/ACTH. A evidência humana específica sobre ele é essencialmente ausente — o que circula é extrapolação do Semax, não dados sobre o Adamax. Não é aprovado nem tem mecanismo humano estabelecido.
Mistura peptídica neurotrófica de baixo peso molecular obtida por proteólise enzimática padronizada de proteínas cerebrais porcinas, contendo neuropeptídeos com massa molecular <10 kDa (~5%) e aminoácidos livres (~85%). Medicamento prescrito na Áustria, Federação Russa, China, vários países da Europa Oriental, Ásia e América Latina (não no Brasil) em indicações neurológicas — AVC isquêmico agudo, traumatismo cranioencefálico (TCE), demência vascular, demência de Alzheimer e encefalopatia. Sem registro ANVISA, FDA, EMA centralizado, Health Canada, TGA ou PMDA
Cerebrolysin
Mistura peptídica neurotrófica de hidrolisado cerebral porcino (EVER Pharma, Áustria). Registro em Áustria/Rússia/China/Europa Oriental em AVC, TCE, demência vascular. CARS 2016 e CAPTAIN sustentam recomendação EAN 2021 em reabilitação pós-AVC. Sem ANVISA/FDA/EMA central.
Peptídeo curto (bioregulador tecido-específico proposto) — escola de Khavinson
Cortagen
Cortagen é um peptídeo curto da escola russa de Khavinson, proposto como 'bioregulador' do córtex cerebral. NÃO é aprovado (sem ANVISA/FDA/EMA), sem RCT robusto e com mecanismo humano não estabelecido. A literatura é escassa, antiga e majoritariamente russa — esta ficha separa o que existe do que não existe.
Análogo da angiotensina IV (ativador de HGF/c-Met)
Dihexa
Dihexa (PNB-0408) é um análogo sintético da angiotensina IV que, na pesquisa pré-clínica, potencializa a via HGF/c-Met e induz sinaptogênese em roedores. O interesse é cognitivo, mas a evidência é essencialmente animal: não há ensaio clínico humano publicado, nem aprovação regulatória.
Coenzima (NÃO peptídeo)
NAD+ (nicotinamida adenina dinucleotídeo)
NAD+ NÃO é um peptídeo — é uma coenzima endógena e substrato de sirtuínas. A hipótese antienvelhecimento repõe NAD+ via precursores (NMN/NR), pois o NAD+ oral é mal absorvido. A biologia é sólida, mas a evidência humana de benefício é emergente e limitada: ensaios pequenos elevam marcadores, sem provar longevidade.
Fator neurotrófico
Neuritina (NRN1)
Neuritina (NRN1/CPG15) é um fator neurotrófico induzido por atividade neuronal, associado em modelos à plasticidade neural: crescimento de neuritos, maturação de sinapses e sobrevivência de neurônios. É biologia pré-clínica interessante, mas NÃO uma terapia — não há uso clínico humano, fármaco ou registro.
Neuropeptídeo regulador de vigília
Orexina (hipocretina)
Orexina (hipocretina) é o principal neuropeptídeo que mantém a vigília; sua perda causa narcolepsia tipo 1. O eixo já rendeu fármacos — mas ANTAGONISTAS de receptor para insônia; AGONISTAS de orexina estão em desenvolvimento para narcolepsia. Administrar orexina como otimização não é validado, e sem produto aprovado.
Composto vendido como 'peptídeo neurogênico/cerebral' — identidade química ambígua e controversa
P21
P21 (às vezes 'Cerebral Peptide-21') é vendido como peptídeo neurogênico, mas sua identidade química é ambígua — o rótulo também designa a proteína supressora tumoral p21 (CDKN1A) e peptidomiméticos experimentais. NÃO é aprovado, sem evidência humana confiável e sem composição padronizada.
Peptídeo derivado da espadina (ativador de canal TREK-1)
PE-22-28
PE-22-28, análogo curto da espadina, atua sobre o canal de potássio TREK-1 — alvo estudado em depressão. O efeito antidepressivo foi descrito em roedores, mas a evidência é pré-clínica: sem ensaio clínico em humanos, sem aprovação regulatória e sem perfil de segurança conhecido.
Peptídeo curto sintético (tripeptídeo) proposto como 'bioregulador' — escola russa de Khavinson
Pinealon
Pinealon: tripeptídeo curto (EDR) da escola russa de Khavinson, proposto como 'bioregulador' cerebral. Apesar do nome, NÃO é extrato pineal nem melatonina. NÃO é aprovado (sem ANVISA/FDA/EMA), sem RCT robusto e com mecanismo não validado. Evidência escassa, russa e antiga.
Heptapeptídeo sintético com atividade ansiolítica (Thr-Lys-Pro-Arg-Pro-Gly-Pro, TP-7), análogo modificado do tuftsin (Thr-Lys-Pro-Arg) com adição de extensão Pro-Gly-Pro para estabilidade metabólica — medicamento prescrito na Federação Russa com indicação em transtorno de ansiedade generalizada e neurastenia, sem registro em ANVISA, FDA ou EMA
Selank
Heptapeptídeo ansiolítico russo (Thr-Lys-Pro-Arg-Pro-Gly-Pro, TP-7), análogo do tuftsin com extensão Pro-Gly-Pro. Medicamento na Rússia em TAG e neurastenia (Selank® 0,15% nasal). Mecanismos: inibição de degradação de encefalinas e modulação alostérica GABA-A distinta de BZDs. Sem registro ANVISA/FDA.
Heptapeptídeo análogo de ACTH (4-10) — nootrópico/neuroprotetor
Semax
Heptapeptídeo análogo de ACTH (4-10), desenvolvido pela Academia Russa de Ciências e aprovado apenas na Rússia/Ucrânia (Lista de Medicamentos Vitais russa desde 2011) para AVC isquêmico, atrofia óptica e transtornos cognitivos. Sem registro na ANVISA.
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